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Dois comandos no Windows que valem mais que mil limpezas

O MakeUseOf lembra que o SFC e o DISM já vêm com o Windows e fazem diagnóstico profundo ao sistema. São gratuitos, potentes e quase toda a gente os ignora até ser tarde demais.

Dois comandos no Windows que valem mais que mil limpezas
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

Antes de instalar mais uma app milagrosa para “acelerar o PC”, vale a pena olhar para aquilo que o Windows já traz. Segundo o MakeUseOf, correr regularmente duas ferramentas escondidas no sistema, SFC e DISM, chega muitas vezes para manter o Windows estável e evitar aquele arrastar irritante passado uns meses.

O SFC, sigla de System File Checker, é basicamente um inspetor de ficheiros de sistema. Varre as bibliotecas essenciais do Windows, procura ficheiros corrompidos, em falta ou alterados e, quando encontra problemas, substitui-os automaticamente por cópias boas guardadas no próprio sistema. O DISM, Deployment Image Servicing and Management, é o passo abaixo: não olha só para ficheiros soltos, olha para a imagem completa do Windows, o “molde” de onde esses ficheiros saem. De acordo com o MakeUseOf, o truque está em usá-los em conjunto, porque um SFC a puxar ficheiros de uma imagem estragada resolve pouco.

A ordem também conta. A recomendação é simples: primeiro DISM, depois SFC. O DISM trata do “armazém” de componentes do Windows e garante que a imagem está íntegra. Só depois faz sentido pedir ao SFC que repare ficheiros individuais com base nesse armazém. Inverter a sequência, ou correr só SFC, significa arriscar que as reparações usem uma base já corrompida. É o equivalente a pintar uma parede húmida: parece melhor por umas semanas, depois volta tudo ao mesmo.

Na prática, o processo não tem ciência nenhuma, mas exige um mínimo de disciplina. Abre-se o Windows Terminal ou o Prompt de Comando em modo administrador e corre-se primeiro DISM /Online /Cleanup-Image /RestoreHealth. O comando pode demorar bastante, e é normal ficar preso em certos percentuais durante algum tempo. A fonte sublinha um ponto importante: interromper a meio é que é perigoso, por isso é deixar acabar, mesmo que pareça parado. Assim que o DISM termina, passa-se ao SFC com sfc /scannow, que então faz a varredura a todos os ficheiros de sistema e substitui o que estiver danificado, agora já com uma imagem saudável por trás.

O autor no MakeUseOf fala em correr estes comandos semanalmente e, nas contas dele, isso tem sido suficiente para manter máquinas Windows “como novas”, sobretudo depois de grandes atualizações ou instalações de software mais pesado. Não é uma solução mágica para tudo, claro. Um PC cheio de programas a arrancar com o sistema, drivers velhos e disco quase cheio continua lento, por muito SFC que leve. Neste ponto, vale a pena cruzar esta rotina com ajustes básicos como os que já detalhámos em três ajustes no Windows que devolvem vida a um PC lento.

Há aqui uma moral simples: o Windows já traz ferramentas de manutenção suficientemente potentes para a maioria dos casos. Entre correr DISM e SFC de tempos a tempos e manter algum controlo sobre o que se instala, muitos “milagres” de software de limpeza passam a ser apenas ruído pago. Quando o sistema começa a engonhar sem razão aparente, faz mais sentido abrir o terminal e olhar para a saúde dos ficheiros do que culpar logo o hardware.

Fonte: MakeUseOf

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