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Zorin, Mint ou Ubuntu: qual Linux parece mais com o Windows

Um jornalista do How-To Geek pôs três distribuições Linux a correr numa máquina virtual em Windows e comparou qual delas se sente mais familiar. A conclusão interessa a quem quer largar o Windows sem viver em modo choque cultural.

Zorin, Mint ou Ubuntu: qual Linux parece mais com o Windows
Ilustração digital | Pixel Magazine

A migração de Windows para Linux continua a ser mais psicológica do que técnica. Hoje, quase tudo o que importa no dia a dia já corre nos dois lados, mas a forma como o ambiente de trabalho se apresenta ainda assusta muita gente. O How-To Geek decidiu testar Zorin OS, Linux Mint e Ubuntu dentro de Windows, sem mexer no disco principal, para perceber qual destes sabores Linux se sente mais familiar para quem viveu décadas no sistema da Microsoft.

Em vez de reinstalar o portátil do zero, o jornalista instalou o Oracle VirtualBox em Windows e criou máquinas virtuais para cada distribuição. É o truque óbvio e continua a ser o mais sensato: virtualização em vez de fé cega. Quem leu o nosso artigo sobre as formas como o Windows estraga o dual-boot com Linux sabe bem porquê. Aqui, se algo correr mal, apaga-se a máquina virtual e segue-se em frente.

As três distribuições foram escolhidas com um critério simples: facilitar a vida a quem vem de Windows. Zorin OS e Linux Mint são baseadas em Ubuntu, que por sua vez herda de Debian, mas a base técnica pouco interessa a quem só quer trabalhar sem levar com estranheza gratuita. O que conta é o ambiente gráfico, o arranque de aplicações, o gestor de ficheiros, as definições e o quão pouco tempo passas à procura de coisas básicas.

Segundo o How-To Geek, o Ubuntu ficou para trás justamente aqui. Continua estável e bem suportado, mas a combinação de GNOME com escolhas de interface menos conservadoras não ajuda quem vem de anos de barra de tarefas em baixo e menu iniciar previsível. Mint e Zorin, pelo contrário, fazem questão de imitar a lógica de Windows: menu no canto, ícones claros, aplicações essenciais na cara. São escolhas ideológicas tanto quanto técnicas, e neste contexto funcionam.

Na comparação directa, Zorin OS acabou por sair à frente, com Linux Mint muito perto. Interfaces polidas, integração competente de aplicações e poucos passos para chegar a um ambiente de trabalho produtivo foram os factores decisivos. O How-To Geek já tinha colocado os dois lado a lado e a conclusão repete-se: para utilizadores de Windows, Zorin e Mint são o par mais confortável do universo Linux de secretária. E tudo isto foi testado sem tocar na instalação principal de Windows, uma vantagem óbvia para quem só quer experimentar sem drama.

Há um detalhe que interessa a quem lê deste lado: a estratégia de experimentar Linux em máquina virtual não substitui um sistema instalado no metal, mas é a forma mais inteligente de ver se as vantagens óbvias de Linux face ao Windows compensam os hábitos acumulados. Se Zorin ou Mint já parecem suficientemente familiares dentro de uma janela em Windows, a resistência à mudança deixa de ser técnica. Passa a ser pura inércia.

Fonte: How-To Geek

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