Três ajustes no Windows que devolvem vida a um PC lento
Um portátil cansado não obriga logo a comprar outro. Três mudanças simples no Windows podem cortar arranques eternos, animações arrastadas e apps escondidas a roubar recursos.
Um portátil cansado não obriga logo a comprar outro. Três mudanças simples no Windows podem cortar arranques eternos, animações arrastadas e apps escondidas a roubar recursos.
Quando um portátil com Windows começa a demorar mais a acordar do que tu a fazer um café, a culpa nem sempre é do hardware cansado. Muitas vezes é o próprio Windows que se sabota com arranques cheios de tralha, efeitos visuais a mais e programas residentes que ninguém pediu. A MakeUseOf pegou num PC já com alguns anos e mostrou como três ajustes básicos chegaram para o fazer parecer bem mais rápido.
O primeiro alvo foram as apps que arrancam com o sistema. Ao longo dos anos, launchers de jogos, chats, utilitários do fabricante e afins vão-se pendurando no arranque sem grande aviso. Segundo a MakeUseOf, bastou abrir o Gestor de Tarefas e limpar a lista para notar logo diferença: o ambiente de trabalho não só aparece mais depressa, como fica utilizável mais cedo, sem aqueles segundos eternos em que tudo parece preso. O truque é simples: Ctrl+Shift+Esc, ir a “Aplicações de arranque”, ordenar pelo impacto no arranque e desativar tudo o que não precisas sempre ligado, deixando em paz o antivírus, drivers de áudio, touchpad e sincronização na cloud.
O passo seguinte foi aceitar que a prioridade é ter um PC rápido, não um menu cheio de efeitos dramáticos. À semelhança do que já se faz nas definições de imagem de muitas televisões, a jornalista decidiu cortar as animações supérfluas do Windows. Através das opções avançadas de desempenho nas Propriedades do Sistema, desativou transições, sombras e fades que em máquinas recentes passam despercebidos, mas num portátil antigo somam milissegundos até se tornarem segundos. O Windows fica visualmente mais seco, mas as janelas abrem e fecham de forma mais imediata. Para quem quer ir mais longe na afinação, vale a pena cruzar isto com algumas das definições do Windows 11 que realmente compensam.
O terceiro ajuste atacou processos de fundo e serviços que, sem serem arranque direto, mantêm o processador e a RAM ocupados. De acordo com o artigo da MakeUseOf, uma passagem atenta pelo Gestor de Tarefas e pelas definições de apps em segundo plano revelou utilitários do fabricante, sincronizações redundantes e pequenos serviços “ajudantes” que raramente eram usados, mas estavam sempre a consumir recursos. Desativar o que é supérfluo não faz milagres num CPU velho, porém impede que um PC que já é limitado fique ainda mais lento por causa de software mal comportado.
A leitura que sobra é simples: antes de culpar o hardware e pensar em gastar centenas de euros num portátil novo, faz sentido dar este banho de realidade ao Windows. Limpar o arranque, cortar nos efeitos e domar os processos de fundo custa poucos minutos e não implica instalar ferramentas milagrosas, muitas vezes mais pesadas do que aquilo que prometem resolver. Para máquinas com Windows 11 ou 10 que já sentem a idade, estes três passos são o mínimo de higiene. Se mesmo assim tudo continuar arrastado, aí sim começa a fazer sentido olhar para upgrades de RAM, SSD ou até para soluções mais radicais, como usar ferramentas de personalização tipo Windhawk ou, na pior das hipóteses, admitir que o problema já não é só o software.
Fonte: MakeUseOf
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