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Três definições do Windows 11 que valem mesmo a pena ligar

Um jornalista do MakeUseOf ligou sete opções escondidas do Windows 11 e só três ficaram ativadas. O resto mostra bem porque é que a Microsoft prefere deixá-las desligadas por defeito.

Três definições do Windows 11 que valem mesmo a pena ligar
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

O Windows 11 está cheio de interruptores enterrados nas Definições que a Microsoft prefere deixar desligados. Segundo o MakeUseOf, ligar tudo o que parece “avançado” não é necessariamente boa ideia, mas há três opções que merecem sair da sombra.

A primeira é o histórico da área de transferência. Quem escreve para o MakeUseOf descreve o óbvio: o Ctrl + C normal só guarda o último item. Se copiares um URL, depois um comando e depois um parágrafo, ficas apenas com o último. Com o histórico ligado, o Windows passa a guardar até 25 entradas acessíveis com Win + V, incluindo texto, HTML e imagens pequenas, e permite fixar o que usas sempre. O jornalista notou logo a diferença no dia a dia, porque deixou de saltitar entre janelas só para voltar a copiar algo que tinha apagado sem querer. É um daqueles casos em que a Microsoft esconde uma função que devia estar ativa por defeito há anos.

A segunda definição que vale o clique é o End task na barra de tarefas. Nas contas do MakeUseOf, continua a não ser substituto para fechar apps como deve ser, sob pena de perder trabalho não guardado, mas quando o programa congela por completo é muito mais rápido matar o processo a partir do atalho no botão direito do ícone do que abrir o Gestor de Tarefas. Para investigações a sério continua a ser melhor usar o Task Manager ou o Process Explorer da própria Microsoft, mas o atalho na barra corta vários cliques naquelas alturas em que o Windows decide arrastar os pés.

A terceira funcionalidade que ficou ligada é a taxa de atualização dinâmica nos portáteis com ecrãs a 120 Hz. Quem testou a opção para o MakeUseOf lembra que um ecrã rápido come bateria depressa, mas fixar a 60 Hz rouba fluidez a tudo o que mexe. A definição de Dynamic Refresh Rate faz o óbvio: baixa a taxa quando estás a ler ou parado num documento e sobe quando há scroll, animações ou caneta digital. Na prática, é uma tentativa razoável de equilibrar autonomia e suavidade, e para quem tem um portátil moderno com Windows 11 faz zero sentido deixar a função desligada.

As outras quatro opções passaram pelo mesmo teste mas não sobreviveram. Entre gestos como o Aero Shake para arrumar janelas abanando o rato, truques de organização do ambiente de trabalho que duplicam o que os ambientes de trabalho virtuais já fazem, e partilhas de proximidade que falham metade das vezes ou exigem que toda a gente esteja dentro do mesmo jardim murado da Microsoft, o saldo foi de desinstalação moral rápida. Muitas destas ideias lembram bem porque é que a empresa continua a escondê-las nas profundezas das Definições em vez de as empurrar para toda a gente.

Para quem usa o Windows 11 todos os dias, o quadro que fica é simples. Há um pequeno conjunto de opções que realmente aceleram o trabalho e deviam estar ligadas por padrão, como o histórico da área de transferência ou o atalho de End task, e depois há um mar de experiências que soam melhor na apresentação do que na vida real. O problema não é falta de funcionalidades, é consistência. A mesma Microsoft que obriga a passar por vários menus para desligar efeitos que tornam os menus mais lentos também esconde ganhos claros de produtividade a dois cliques de distância. Enquanto o Windows 11 não resolver esta esquizofrenia de prioridades, continua a caber ao utilizador ir caçar os bons interruptores no meio dos tiques estranhos do sistema.

Fonte: MakeUseOf

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