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Firefox 157 estreia o novo visual Nova e regressa o modo compacto

A nova versão do browser da Mozilla chega com o maior polimento visual em anos, ajustes de usabilidade e algumas mudanças técnicas que vão fazer diferença no dia-a-dia.

Firefox 157 estreia o novo visual Nova e regressa o modo compacto
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

O Firefox 157 já está fechado e pronto a descarregar. A Mozilla publica hoje as builds finais da nova versão do browser, que será apresentada oficialmente amanhã, 29 de setembro. O foco não é uma grande função escondida nas definições, é algo que se vê logo ao abrir: um visual renovado chamado Nova.

Segundo o 9to5Linux, o tema Nova é descrito pela Mozilla como mais limpo, rápido, adaptável e “quente”. Traduzido: menos ruído, mais consistência no chrome do navegador, barra lateral e menus, tudo assente num sistema de design revisto. Há também novos temas integrados em variantes clara e escura, para personalizar o aspeto do Firefox em poucos cliques. Depois de anos em que o Chrome ditou a estética dominante, é bom ver a Mozilla a assumir um traço próprio em vez de viver em modo imitação.

Há uma outra decisão que diz muito sobre a leitura que a Mozilla faz da sua base de utilizadores. O Compact mode está de volta. Quem tiver ecrãs mais pequenos, layouts em janela dividida ou simplesmente detestar desperdício de espaço pode reduzir espaçamentos na barra de ferramentas e nos separadores. Mantêm-se ainda um modo Standard, mais equilibrado, e um modo Touch, com elementos maiores para quem vive em ecrãs tácteis. Enquanto o Chrome e o Edge parecem convencidos de que toda a gente tem um monitor 4K, o Firefox volta a lembrar que portáteis de 13 polegadas continuam a existir.

Por baixo da camada estética há afinações práticas. O Firefox 157 melhora a apresentação de vídeo HDR em formatos de cor de 8 bits, o que deve resolver boa parte daqueles vídeos “lavados” que deviam ser vibrantes, e aperta a sincronização áudio/vídeo ao mudar a velocidade de reprodução em conteúdos HTML5. A barra lateral de separadores verticais passa a comportar-se melhor em modo ecrã inteiro, o WebRTC ganha suporte para descodificação por hardware de AV1 em videochamadas, e no Android passam a surgir pesquisas recentes assim que se toca no campo de pesquisa.

Na barra de endereço, a prioridade passa a ser mais lógica: o texto que se escreveu é pesquisado mesmo se a página ainda estiver a carregar, em vez de disparar em automático para uma sugestão pré-selecionada. A tecla Tab passa agora diretamente para o campo de texto da barra de endereço ou de pesquisa, em vez de parar primeiro no botão do motor de busca. E um detalhe com peso político: a Mozilla remove a Amazon como motor de busca integrado. Em contrapartida, as sugestões localizadas na barra de endereço passam a chegar a mais utilizadores, o que reforça a ideia de que a empresa prefere controlar a sua própria lógica de sugestão em vez de depender tanto de parceiros externos.

Há ainda pequenas correções de irritações antigas, como um bug no Windows em que a barra de tarefas continuava visível por cima de vídeos em ecrã inteiro. Para quem desenvolve para a web, o Firefox 157 traz suporte para a função at-rule() no @supports, permitindo detetar se o browser entende determinadas at-rules como @scope, e passa a suportar o valor chain na propriedade CSS overscroll-behavior. Nada que mude um workflow inteiro, mas são as tais arestas que mantêm o Firefox relevante no conjunto de browsers de teste.

A Mozilla planeia anunciar oficialmente o Firefox 157 amanhã, a par de atualizações ESR de suporte prolongado. Quem não quiser esperar pode ir já ao servidor de downloads da Mozilla e sacar o instalador ou o código-fonte para 64-bit, 32-bit e ARM64. Num mercado em que os browsers dominantes parecem cada vez mais extensões de plataformas de publicidade, cada iteração do Firefox é menos uma curiosidade e mais um lembrete de que ainda há espaço para prioridades diferentes.

Fonte: 9to5Linux

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