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iPhone 18 Pro vs 17 Pro: vale mesmo a pena trocar?

Novo processador, câmara com abertura variável, Dynamic Island mais pequena e mais autonomia. Em troca, mais peso e um preço que volta a subir.

iPhone 18 Pro vs 17 Pro: vale mesmo a pena trocar?
Ilustração digital | Pixel Magazine

Quem veio de um iPhone 16 ou mais antigo vai olhar para o iPhone 18 Pro e ver uma geração claramente mais madura. Quem está num iPhone 17 Pro olha para a ficha técnica e vê sobretudo um “S” não assumido. O Engadget pôs lado a lado o 18 Pro e o 17 Pro e a conclusão é simples: há melhorias reais, mas quase todas são de detalhe, não de choque.

Por fora, a Apple não mexeu quase nada. Mantém o corpo em alumínio introduzido no 17 Pro e as mesmas dimensões, com os dois tamanhos a repetir a fórmula Pro compacto e Pro Max gigante de bolso. Onde há diferença é na balança: o 18 Pro é cerca de 2,4% mais pesado que o 17 Pro, e o 18 Pro Max engorda quase 7%. Quem anda com o modelo maior já tinha um tijolo no bolso, agora ganha mais uns gramas em nome de uma bateria que dura mais algumas horas. A proteção continua igual, com Ceramic Shield 2 na frente, Ceramic Shield atrás e resistência IP68 à água.

Nos ecrãs também não há grande história. O 18 Pro mantém as 6,3 polegadas OLED, o Pro Max as 6,9, ambos a 120 Hz, sempre ligados e com brilho máximo até 3.000 nits. A novidade visível é o recorte mais pequeno da Dynamic Island. Segundo o Engadget, a Apple usa uma zona de píxeis mais brilhantes que deixa passar luz infravermelha suficiente para o Face ID funcionar por baixo do painel, o que encolhe a área preta. A Dynamic Island suporta agora até três Live Activities em simultâneo, em vez de duas no 17 Pro. É um detalhe de interface, não um motivo de upgrade por si só, mas é aí que se nota que estamos em ano de afinação.

Nas câmaras, a conversa muda de tom. A câmara principal continua nos 48 megapíxeis, mas passa de abertura fixa a abertura variável: f/1.48, f/1.8, f/2.8 ou f/4.0. O telefone escolhe sozinho o que faz mais sentido para a cena, mas quem quiser pode controlar manualmente a profundidade de campo. A Apple acrescenta ainda controlos manuais para velocidade do obturador e balanço de brancos, com histograma em tempo real. Para quem fotografa a sério com o iPhone, a marca está finalmente a justificar melhor o “Pro” no nome. Já a ultra grande-angular e a telefoto 4x mantêm as especificações do 17 Pro, sem surpresas.

No vídeo, os dois 18 Pro passam a gravar em modo Cinemático até 4K a 60 fotogramas por segundo nas câmaras traseiras, o dobro da taxa da geração anterior. A câmara frontal continua presa aos 4K/30 em Cinemático, o que mostra bem a prioridade da Apple: conteúdo traseiro primeiro, selfies depois. Juntando a isto o novo chip A20 Pro, melhorias de eficiência energética e os ganhos de autonomia que o Engadget deteta, percebe-se onde foi parar o peso extra: mais bateria e mais margem para tarefas de IA e edição pesada sem derreter o telefone.

Resumindo o duelo: se vens de um 17 Pro, a combinação de peso a subir, preço a subir e melhorias sobretudo em fotografia avançada e autonomia torna o 18 Pro difícil de justificar para a maioria. Quem vive no modo automático da câmara vai notar mais a cor Burgundy nova do que a abertura variável. Mas se estás a saltar de um iPhone de há dois ou três anos, o 18 Pro oferece o pacote completo e já é o ponto de referência para comparar com rivais como o Pixel 11 Pro, como se viu na análise cruzada publicada na Pixel Magazine. A Apple não trocou tudo outra vez como fez com o 17 Pro, limitou-se a apertar os parafusos certos e a enviar a fatura ao consumidor.

Fonte: Engadget

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