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Cinco coisas úteis que o USB-C do iPad consegue fazer e esqueceste

Desde que a Apple matou a porta Lightning, o iPad ganhou um USB-C cheio de truques. Alguns transformam o tablet quase num portátil, outros num estúdio de vídeo ou áudio portátil.

Cinco coisas úteis que o USB-C do iPad consegue fazer e esqueceste
Ilustração digital | Pixel Magazine

A Apple acabou com o último iPad com Lightning em 2024. Resultado: se compraste um iPad novo desde então, tens USB-C e tens mais do que um buraco para carregar a bateria. O problema é que muita gente continua a usá-lo como se fosse um carregador glorificado, e isso é deitar dinheiro fora.

Primeiro, armazenamento externo. Qualquer disco USB-C decente, SSD portátil ou pen é um upgrade imediato ao iPad, sobretudo nos modelos de 64 ou 128 GB. Ligue-se, abre-se a app Ficheiros e lá está, como num portátil. Para fotos e vídeo é ouro: copias do cartão de memória para o SSD, e do SSD para o iPad, sem tocar num computador. Aqui convém olhar às especificações: vários iPads de entrada têm porta USB-C, mas só com velocidades USB 2.0. Para mover vídeo 4K ou projetos grandes, isso é pedir sofrimento.

Segundo, hubs e docks USB-C. Um bom hub com HDMI, USB-A, leitor de cartões e power delivery transforma o iPad numa estação de trabalho improvisada. Ligando um monitor externo, rato, teclado e alimentação ao mesmo tempo, o tablet deixa de ser apenas ecrã de sofá. Não é um Mac, a gestão de janelas continua limitada, mas para Office, e-mail, navegação e até algum desenvolvimento leve, chega e sobra. Aqui o truque é simples: escolhe docks alimentados, senão o iPad passa metade do dia a dizer que o acessório consome energia a mais.

Terceiro, áudio e vídeo “a sério”. Interfaces de som USB-C funcionam em muitos iPads recentes, o que permite gravar voz ou instrumentos com qualidade decente diretamente para apps de edição. O mesmo vale para capturas de vídeo via HDMI com placas compatíveis. Juntando um editor como o LumaFusion, tens um kit móvel para YouTube ou TikTok com qualidade que há poucos anos exigia um portátil caro. É aqui que as limitações de largura de banda e de energia dos modelos mais baratos começam a morder, por isso quem quer mesmo isto devia olhar para os iPad Pro.

Quarto, periféricos “normais”. Teclados e ratos USB, comandos de consola, leitores de cartões SIM ou até adaptadores Ethernet funcionam, muitos vezes plug-and-play. Não é bonito depender de dongles, mas a alternativa é viver preso ao ecrã táctil. E se usas Remote Desktop, SSH ou Docker num servidor algures, um simples adaptador de rede com fio pode ser a diferença entre frustração e um setup aceitável.

Quinto, carregamento inteligente. O USB-C do iPad tanto recebe como dá energia. Dá para carregar o iPhone ou os AirPods a partir do iPad em viagem, ou alimentar pequenos acessórios como teclados mecânicos ou leitores de cartões. Não vais transformar o tablet numa powerbank permanente, mas em emergência resolve. Em resumo: se continuas a tratar a porta USB-C do iPad como um mero ponto de carregamento, estás a usar metade do hardware que pagaste. A Apple demorou anos a ceder no USB-C, o mínimo é espremer o conetor até ao último watt e megabyte.

Fonte: How-To Geek

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