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Mac Studio com M5 Ultra e 512 GB de RAM chega em outubro

Apple volta a permitir configurar o Mac Studio com 512 GB de RAM, mas só a partir de outubro e com preços a passar largamente os 10.000$. Luxo extremo num mercado cada vez mais desigual.

Mac Studio com M5 Ultra e 512 GB de RAM chega em outubro
Imagem: Apple

A Apple vai guardar a configuração mais obscena do novo Mac Studio para mais tarde. A versão com chip M5 Ultra e 512 GB de RAM só chega “no final de outubro”, bem depois do lançamento geral da gama marcado para 22 de setembro.

Este Mac Studio específico não é apenas mais um SKU. Nos EUA, a configuração de 512 GB de RAM vai começar “bem acima” dos 10.000$, o que aponta para algo na ordem dos ~9.200€ ou mais em Portugal, depois de IVA e habitual arredondamento Apple. Estamos a falar de um desktop que custa mais do que muitos carros em segunda mão e cuja memória sozinha vale provavelmente mais do que o portátil de trabalho de metade da indústria criativa.

Há aqui um detalhe curioso: a Apple tinha retirado a opção de 512 GB de RAM do Mac Studio anterior em março, oficialmente por causa da escassez de chips de memória. O mesmo problema que empurrou para cima o preço de servidores de IA da Nvidia e até de smartphones, como já vimos quando a Xiaomi subiu preços no Japão por causa da memória. Agora, com o M5 Ultra, a opção volta discretamente, empurrada para outubro, o que cheira a disponibilidade de memória ainda apertada e a gestão fina de margens.

Do lado técnico, este Mac Studio continua a ser o brinquedo de luxo do macOS. O M5 Ultra é apresentado como o chip mais potente da Apple até agora, com direito a nova arquitectura de SSD em PCIe Gen 6, teórica duplicação de velocidade face à geração anterior, Thunderbolt 5 até 120 Gb/s, mais Wi-Fi 7 e Bluetooth 6. Juntando 512 GB de RAM unificada a isto, tens uma máquina pensada para estúdios de cinema, simulação científica, IA local pesada ou pós-produção 8K sem piedade. Para edição de vídeo “normal” e música, a maior parte das pessoas nunca vai sequer tocar nos limites de 192 ou 256 GB.

É aqui que a conversa fica menos técnica e mais política. Apple está a empurrar o Mac Studio para um patamar quase de workstation exótica, ao mesmo tempo que deixa os modelos mais acessíveis a marinar em upgrades de RAM e SSD absurdamente caros. A diferença é que, neste extremo, a Apple já nem finge que isto é para criativos “prosumer”. O público são estúdios com orçamento sério, empresas que deduzem tudo em CAPEX e departamentos de TI que compram em pack, não o freelancer que se estica num crédito.

Para a Europa, e especialmente para Portugal, este Mac Studio de 512 GB de RAM é sobretudo um sinal. O topo da gama Mac está a afastar-se do utilizador profissional independente e a aproximar-se do nicho de infra-estrutura criativa e técnica de alto orçamento. A potência é impressionante no papel, mas o recado é claro: se queres o melhor da Apple, entra no campeonato dos orçamentos a cinco dígitos. O resto que se arrume entre o Mac mini e o Studio “normal”.

Fonte: MacRumors

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