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MacBook Pro M5 ficou mais caro: ainda faz sentido comprá-lo?

O aumento de preços da Apple torna o MacBook Pro M5 uma compra complicada. Entre rumores do MacBook Ultra e modelos antigos em promoção, vale a pena respirar fundo antes de passar o cartão.

MacBook Pro M5 ficou mais caro: ainda faz sentido comprá-lo?

A Apple subiu os preços de quase tudo o que tem maçã estampada e os portáteis de topo não escaparam. Um MacBook Pro de 14 polegadas com chip M5 base parte agora dos 2.249 €, e basta configurar 1 TB de armazenamento ou dar o salto para o M5 Pro (que arranca nos 2.999 €) para a fasquia subir rapidamente mais 300 € a 400 € em relação ao patamar anterior. Em Portugal, onde o impacto fiscal e cambial já tornava estes computadores tradicionalmente caros, este tipo de subida não é um detalhe, é a diferença entre comprar este ano ou adiar o plano indefinidamente.

O contexto não ajuda: memória mais cara, componentes a subir, e a Apple a proteger margens como sempre. Para quem andava a namorar um MacBook Pro M5 desde o início do ano, a sensação é de ter perdido o comboio. A questão é que, neste momento, pagar o novo preço de tabela por um M5 parece menos decisão racional e mais ato de fé, sobretudo quando as variantes com M5 Max ultrapassam os 4.899 € no modelo de 14″ e começam nos 5.199 € no de 16″. Sobretudo porque o calendário da Apple não para e o próximo convidado chama-se, alegadamente, MacBook Ultra.

O tal MacBook Ultra, apontado para o outono, será provavelmente o primeiro portátil da Apple com ecrã OLED tátil. Não é um pormenor, é uma alteração séria na forma como se usa o computador. A ironia é óbvia: comprares hoje um MacBook Pro M5 caríssimo, para daqui a poucos meses esse mesmo portátil parecer datado porque não tem touchscreen. Os rumores indicam que o Ultra deve usar chips M5 Pro e M5 Ultra, com uma transição posterior para um M6 e, depois, para um M7 mais focado em IA. Em termos práticos, se o teu Mac atual ainda respira bem, há cada vez mais argumentos para esperar, não menos.

Há também o lado financeiro. Mesmo que o MacBook Ultra venha caro, o preço do Pro M5 está neste momento no pico histórico. Não estás a perder uma promoção, estás a ponderar pagar o máximo que a Apple alguma vez pediu por esta geração. E mesmo os analistas que adoram o desempenho do M5 admitem: quando a linha Mac tiver OLED generalizado, tudo o que é LCD começa a cheirar a passado. Se tiveres um portátil com M1 ou M2 e o uso for trabalho de escritório, navegação, streaming e edição leve, o salto para M5 a estes preços é difícil de justificar.

Depois há a opção que quase ninguém gosta de admitir: talvez não precises de um Pro. Os MacBook Air recentes com M5 continuam a ser mais do que suficientes para estudantes, trabalho de escrita, gestão de projetos, programação fora de cenários ultra exigentes e edição esporádica de foto e vídeo. A partir de 1.449 € para o modelo de 13 polegadas (ou 1.749 € para o de 15″), continuam a permitir poupar cerca de 800 € face à entrada na linha Pro, e para quem tem necessidades ainda mais modestas existe até a opção do MacBook Neo a começar nos 799 €. Se o orçamento estiver apertado, um MacBook Pro M4, ou até um M2 Pro bem apanhado em promoção na Amazon ES ou na FNAC, faz mais sentido que ir direto ao topo da gama só porque é o modelo “sério”.

Em resumo, quem tem mesmo de comprar agora e precisa de um cavalo de batalha para vídeo pesado, 3D ou desenvolvimento intensivo não vai ficar mal servido com o MacBook Pro M5, mesmo mais caro. Mas para quase toda a gente, faz mais sentido uma de duas coisas: ou esperar para ver o que é afinal o tal MacBook Ultra e os futuros M6, ou descer um degrau na gama e poupar centenas de euros. A Apple habituou-nos a pagar caro, mas não és obrigado a alinhar sempre no preço mais alto só porque saiu um chip novo.

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