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Apple prepara ataque à sala de estar com novo HomePod, TV e câmaras

Depois de anos em pausa, a gama de casa da Apple entra em modo acelerado. De um novo HomePod mini a câmaras de vigilância e ecrãs com braço robótico, o plano é ocupar o lar inteiro.

Apple prepara ataque à sala de estar com novo HomePod, TV e câmaras

A divisão “casa” da Apple esteve praticamente em pausa durante anos, mas o travão parece ter sido sempre o mesmo: Siri. Agora que a Apple tem a sua geração de IA pronta, há um mapa de produtos para o lar que começa em 2026 e se estica até 2027, com ambição rara para Cupertino. Para quem vive preso entre HomeKit e soluções da concorrência, isto é finalmente uma estratégia coerente, não apenas mais um HomePod colorido.

O primeiro passo chega já no outono com novos HomePod mini e Apple TV 4K. O pequeno altifalante deve trocar o velho chip S5 pelo S9, ganhar um novo chip sem fios N1 e pequenas melhorias de som. Nada de revoluções, o ponto-chave é outro: suporte pleno para Siri com Apple Intelligence. Ou seja, menos assistente teimoso, mais automatizações e pedidos tratados localmente. A Apple TV 4K deverá saltar do A15 Bionic para um A17 Pro, um chip de há três anos, o que mostra bem como a box continua a ser tratada como hobby caro. Ainda assim, é o suficiente para correr parte da Apple Intelligence no próprio aparelho e preparar o terreno para uma interface de casa mais viva.

Em Portugal, os preços actuais são tudo menos simpáticos: o HomePod mini anda na casa dos 119€ e a Apple TV 4K começa nos 169€ nas lojas nacionais, valores que já subiram nos últimos anos. Nos EUA, os novos modelos estão referidos a partir de $129 e $199, sem alteração anunciada. Traduzido: se a Apple mantiver margens, não contes com descidas por cá, o melhor cenário é ficarem quietos.

A peça mais interessante da jogada é o primeiro hub doméstico com ecrã, aquilo que muitos já baptizaram de “HomePad”. Segundo a mesma linha de rumores que detalhou o homeOS e o tal rosto digital, existirão duas variantes: uma espécie de tablet de 7 polegadas que se fixa magneticamente à parede e outra montada num base com coluna, a aproximar-se da ideia de um Google Nest Hub. Corre internamente um sistema chamado homeOS, com FaceTime, controlo de casa inteligente, Siri AI e gestão de automatizações. O chip A18 mostra que a Apple vê este ecrã como cérebro da casa, não como moldura digital glorificada.

Mais à frente no calendário entra um novo HomePod de tamanho completo, já com hardware à altura da nova Siri, e uma mudança estratégica importante: a Apple prepara-se para vender as suas próprias câmaras de segurança e uma campainha inteligente. Ou seja, deixa de ser apenas a empresa que define a plataforma e certifica terceiros e passa a competir frontalmente com Ring, Nest e companhia. Bom para quem vive fechado no jardim murado da Apple, menos bom para fabricantes que investiram anos em HomeKit.

No fim da estrada está a parte mais estranha do plano: uma versão avançada do ecrã doméstico, com braço robótico e painel de 9 polegadas, descrita como um pequeno robot de mesa. A Apple parece convencida de que o próximo campo de batalha da IA não é o telemóvel, é a casa física, com dispositivos que olham, ouvem e se mexem. Entre a promessa de conveniência e o risco de encher o lar de sensores proprietários, o utilizador europeu vai ter de decidir quanta intimidade está disposto a entregar a uma empresa que prefere sempre fechar a casa por dentro.

Fonte: 9t o 5 Mac

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