Pixel Tag de 29 dólares é a resposta direta da Google ao AirTag
A Google entra finalmente no mercado dos localizadores físicos com o Pixel Tag. Preço alinhado com o AirTag 2, rede gigante de Android e promessas fortes de privacidade.
A Google entra finalmente no mercado dos localizadores físicos com o Pixel Tag. Preço alinhado com o AirTag 2, rede gigante de Android e promessas fortes de privacidade.
A Google demorou, mas lá decidiu jogar no mesmo tabuleiro da Apple. Chamou-lhe Pixel Tag, custa $29, e é o primeiro localizador físico da marca para enfrentar o AirTag 2. Não há ainda preço europeu confirmado, mas podemos contar com algo na ordem dos ~30€ por unidade, e ~100€ o pack de quatro.
O Pixel Tag é um disco oval em aço inoxidável, com certificação IP67 para resistência à água e pó, e um detalhe óbvio mas útil: um botão físico. Serve para fazer tocar o telemóvel a que está associado, em vez de andares a chamá-lo a gritar pela casa. Há também coluna integrada para o caso clássico das chaves perdidas no sofá. A bateria é substituível e dura até um ano, tal como no AirTag, o que é prático, mas também mostra que o setor anda a copiar a Apple quase ponto por ponto.
Curiosamente, tal como a Apple, a Google continua a insistir num acessório extra para prender o Pixel Tag às chaves ou à mochila. Nada de furo ou argola integrada, o que ajuda o design mas alimenta o negócio das capas e porta-chaves. Pelo menos há tecnologia moderna lá dentro: Bluetooth e Ultra Wideband para precision finding, aquela navegação em modo bússola no ecrã do telemóvel para encontrares um objeto que sabes que está perto mas não vês.
O Pixel Tag funciona com Android 9 ou superior e Bluetooth 6, e vive dentro da app Find Hub, que liga a uma rede de mais de mil milhões de dispositivos Android espalhados pelo mundo. É o equivalente da Google à rede Find My da Apple. Na prática, significa que um Pixel Tag perdido em Lisboa pode ser localizado graças ao telemóvel de um desconhecido que passa por perto, sem que ele tenha de fazer absolutamente nada. Em termos de vigilância difusa do espaço público, é um parente próximo do tipo de sistemas que já analisámos quando falámos de telemóveis a falar com matrículas de carros.
Em resposta às críticas de stalking que atingiram o AirTag, a Google copiou também a proteção da Apple: se um Pixel Tag estranho andar a viajar contigo, o Android avisa-te. E, graças ao protocolo comum entre as duas empresas, um iPhone também recebe alerta se um Pixel Tag o estiver a seguir, tal como um Android recebe aviso de um AirTag. É o raro caso em que Apple e Google cooperam, menos por altruísmo, mais porque os reguladores e a opinião pública começaram a apertar.
Nos Estados Unidos, o Pixel Tag vai ser vendido a $29 a unidade ou $99 o pack de quatro, exatamente o mesmo patamar do AirTag 2. Falta saber se a Google traz o produto para Portugal a tempo do Natal ou se continua a tratar o mercado europeu como nota de rodapé. Se chegar com preços alinhados e a habitual integração com Android, o Pixel Tag pode tornar-se o localizador “default” fora do mundo Apple. Resta ver se preferes perder tempo à procura das chaves, ou entregar ainda mais metadados dos teus movimentos à dupla Google + Android em troca dessa conveniência.
Fonte: Mac Rumors
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