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Apple volta a subir preços do iCloud+, por agora fora da Europa

Depois dos aumentos no hardware e nas subscrições nos EUA, a Apple mexe nos preços do iCloud+ em vários mercados. Portugal fica de fora, pelo menos nesta ronda.

Apple volta a subir preços do iCloud+, por agora fora da Europa

O padrão começa a ser cansativo: a Apple sobe preços de hardware, mexe nas subscrições de serviços e, pouco depois, o iCloud+ leva o mesmo tratamento. Desta vez o aumento atinge Egito, Nigéria, Turquia, Indonésia, Japão, Nova Zelândia, Filipinas e Vietname. Portugal e o resto da zona euro ficam, por agora, de fora desta vaga.

Os novos preços variam consoante o país, mas contam sempre a mesma história. O patamar de 50 GB sobe em geral cerca de 20 a 40%, os 200 GB aproximam-se desse intervalo e o plano de 2 TB leva aumentos semelhantes. No Japão, por exemplo, o nível de 50 GB passa de ¥150 para ¥180, e o de 2 TB salta de ¥1.500 para ¥1.800. Em mercados com moedas frágeis ou inflação mais agressiva, como Nigéria ou Turquia, a subida é ainda mais visível em termos absolutos no orçamento mensal de quem já depende do serviço.

Ao mesmo tempo, Apple passa a listar Laos, Maurícia e República do Congo como regiões onde o iCloud+ é cobrado em dólares americanos, com preços ajustados ao IVA local. A grelha aí é simples: 0,99$ para 50 GB, 3,29$ para 200 GB e 10,99$ para 2 TB em Laos, ligeiramente acima nos outros dois países. Traduzido para euros dá qualquer coisa como ~0,90€ a ~10€ por mês, mas com a nota de rodapé importante: são valores facturados em moeda estrangeira, sujeitos a câmbio e comissões bancárias. Em mercados emergentes, isto é menos “transparência” e mais comodidade para a Apple.

Estas alterações chegam logo após dois movimentos que ajudam a encaixar o puzzle: a subida global de preços de MacBooks, iPads e outros produtos por causa da alegada escassez de memória, e o aumento das subscrições Apple Music e Apple One nos EUA e noutros países. Há um padrão claro de reposicionamento de preços no catálogo inteiro. Chamar-lhe inflação é cómodo, mas a margem recorde da empresa sugere outra coisa: a Apple está a testar até onde pode esticar a corda sem provocar cancelamentos em massa.

Para quem está em Portugal, isto não mexe ainda na fatura do iCloud+, mas serve de aviso. A Apple raramente faz aumentos isolados em poucos mercados. Começa onde o impacto mediático é menor, observa o comportamento dos clientes, depois expande. Já vimos esta cadência nas subscrições de música, vídeo e até nas trocas de bateria dos iPhone. Se usas o iCloud+ para backups de iPhone, partilha familiar e fotos, a dependência do serviço cresce mais depressa do que a tua capacidade de mudar de plataforma.

A questão de fundo não é só “quanto custa o iCloud+ em cada país”, é o conforto com a ideia de guardar a tua vida digital num serviço onde a porta de saída é cada vez mais estreita. Migrar terabytes de fotos, ficheiros e backups não é impossível, mas é complexo o suficiente para muita gente aceitar mais uns euros por mês sem discutir. A Apple sabe disso. E os aumentos graduais, faseados por região, são a forma mais discreta de capitalizar essa dependência.

Fonte: 9to5mac

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